DS N°7: o SUV premium tricolor passa para a velocidade elétrica

A DS Automobiles renova o seu best-seller
A DS Automobiles acaba de virar uma página importante da sua jovem história. A 17 de março de 2026, a marca premium francesa revelou oficialmente o DS N.º 7 e abriu as encomendas às frotas profissionais. Primeiro modelo totalmente renovado desde o nascimento da marca em 2014, este SUV compacto sucede ao DS 7 — a mais vendida da gama — com uma ambição clara: retomar a iniciativa face às referências alemãs do segmento premium, apostando em pleno na eletrificação.
Do DS 7 Crossback ao DS N.º 7: oito anos de carreira
O DS 7 Crossback foi uma escolha estratégica fundadora. Apresentado à imprensa a 28 de fevereiro de 2017, antes do Salão de Genebra, foi o primeiro modelo concebido para ostentar apenas o logótipo DS — adeus Citroën, lugar a um estatuto totalmente autónomo. Primeira aparição de destaque: a 14 de maio de 2017, dia da investidura de Emmanuel Macron, que escolheu para a ocasião uma versão Présidentielle em azul-tinta com tejadilho retrátil, sete meses antes das primeiras entregas, em janeiro de 2018.
Reestilizado no outono de 2022, o SUV abandonou a designação "Crossback" para se tornar simplesmente DS 7. Mas à medida que os concorrentes se renovavam e avançavam para o elétrico, as suas vendas foram perdendo fôlego. Em 2025, foram vendidas apenas 4749 unidades do DS 7 em França. Era preciso dar um golpe de efeito.
Uma silhueta inspirada no N.º 8
O DS N.º 7 herda diretamente a linguagem estilística inaugurada em 2025 pela berlina-crossover N.º 8, o modelo topo de gama da marca. Superfícies suavizadas, capô quase plano atravessado por uma nervura central, grelha cheia e luminosa DS LUMINASCREEN, assinatura visual complexa com os seus oito pontos LED evocando o padrão "Clous de Paris"... O SUV ganha em presença e em estatuto.
Em termos de dimensões, alonga-se 7 cm, atingindo 4,66 m, mantendo uma largura de 1,90 m e uma altura de 1,63 m idênticas às do modelo anterior. O entre-eixos aumenta 5 cm, chegando aos 2,79 m, em benefício direto da habitabilidade. A bagageira passa de 541 para 560 litros até à tampa. Os rivais visados? O Audi Q5, o BMW X3 e o Mercedes GLC.
STLA Medium e autonomia XXL
A grande mudança esconde-se sob a carroçaria. O DS N.º 7 abandona a veneranda plataforma EMP2, herdada do Grupo PSA, para adotar a base multi-energia STLA Medium 400 V, já utilizada pelo DS N.º 8, pelo Peugeot 3008 de terceira geração ou pelo Citroën C5 Aircross. Esta arquitetura permite quatro variantes:
- DS N.º 7 Hybride 145: três cilindros 1.2 turbo a gasolina com assistência 48 V, 145 cv, 121 g/km de CO₂.
- DS N.º 7 E-Tense FWD: 230 cv (boost 260 cv), bateria de 73,7 kWh, 543 km de autonomia WLTP, 0 aos 100 km/h em 7,7 s.
- DS N.º 7 E-Tense FWD Long Range: 245 cv (boost 280 cv), bateria de 97,2 kWh, 740 km de autonomia — um recorde na categoria dos SUV compactos premium.
- DS N.º 7 E-Tense AWD Long Range: 350 cv, 509 Nm, 0 aos 100 km/h em 5,4 s, 679 km de autonomia.
O carregamento rápido admite um pico de 160 kW: dos 20 aos 80% em 27 minutos, recuperando 190 km em apenas dez minutos. E o diesel? Desapareceu sem grande alarido. Na Stellantis, o gasóleo já não é considerado uma opção com futuro para o segmento premium.
Um produto profundamente europeu
A DS reivindica 89% de componentes de origem europeia. A bateria de 97,2 kWh sai da Gigafactory da ACC, em Billy-Berclau, na região de Hauts-de-France. O motor elétrico é fabricado em Trémery, no departamento do Mosela. A montagem final, por sua vez, decorre na fábrica da Stellantis em Melfi, no sul da Itália, ao lado do N.º 8 e do futuro Lancia Gamma. Uma localização que rompe com a geração anterior, montada em Mulhouse.
A bordo, o espírito "primeira classe" reivindicado pela marca materializa-se num ecrã tátil central de 16 polegadas (sistema DS IRIS 2.0 com integração do ChatGPT), numa suspensão DS Active Scan controlada por câmara, no DS NIGHT VISION, que deteta pedestres e animais até 300 m de distância, e ainda no DS PIXELVISION, cujo alcance chega aos 520 m.
Preços e calendário
As encomendas abriram a 17 de março de 2026 para uma única versão profissional, a N.º 7 E-Tense FWD Étoile Ligne Business, por 64 200 €, pensada para as frotas empresariais graças a um eco-score vantajoso. A abertura ao público em geral está prevista para maio de 2026, com as primeiras entregas esperadas para outubro de 2026. A gama irá organizar-se em torno de três acabamentos — Aura, Pallas e Étoile —, complementados por uma série de lançamento "La Première", limitada a 1000 unidades. Seis tonalidades disponíveis, incluindo as inéditas Vert Soyeux e Bleu Topaze.
A aposta do premium elétrico à francesa
Com este DS N.º 7, a marca joga alto. Em 2024, a DS Automobiles vendeu 40 971 veículos em todo o mundo, sobretudo na Europa e, em particular, em França (metade das vendas mundiais). Face aos 1,6 milhão da Audi ou aos 2,2 milhões da BMW, o construtor continua a ser o mais pequeno do segmento. Mas, com 740 km de autonomia no topo de gama, um fabrico maioritariamente europeu e um design finalmente assumido, o N.º 7 tem argumentos sólidos para relançar a máquina.
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