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Renault Clio VI: o carro citadino preferido da Europa entra no capítulo seis

25 junho 2026 · 4 min de leitura
Renault Clio VI: o carro citadino preferido da Europa entra no capítulo seis
© Renault

Há carros que já dispensam apresentações. O Renault Clio é um deles: desde 1990, acompanhou toda uma parte da Europa, das primeiras cartas de condução aos carros de família, com mais de 17 milhões de unidades vendidas. Trinta e cinco anos e cinco gerações depois, o citadino do losango vira uma nova página com uma sexta geração mais ambiciosa do que nunca. A ocasião perfeita para recordar a saga de um ícone popular… antes de conhecer a nova chegada.

Trinta e cinco anos, cinco gerações, a mesma receita

Quando o Clio I sucede ao veterano R5 em 1990, marca pela positiva: eleito Carro do Ano 1991, impõe uma combinação de estilo, habitabilidade e preço apertado que se tornará a sua marca registada. A versão Clio Williams, surgida em 1993 com a sua pintura azul Sport e jantes douradas, torna-se uma pequena bomba que entrou para a história — e um youngtimer hoje muito procurado.

O Clio II (1998) cresce, ganha segurança e democratiza o ABS e os airbags. Ousa sobretudo com o extravagante Clio V6, um citadino transformado em radical desportivo com motor central traseiro — um autêntico ovni de 230 cv, produzido em cerca de 1.500 unidades. O Clio III sobe de gama, ganha uma variante Estate e conquista um segundo título de Carro do Ano em 2006. O Clio IV (2012) aposta no estilo e na tecnologia, com um design assinado por Laurens van den Acker e o ecrã tátil R-Link. Por fim, o Clio V (2019) dá um salto ao nível do acabamento e inaugura o híbrido E-Tech, mantendo-se, ano após ano, um dos carros mais vendidos do continente.

Duas vezes Carro do Ano, best-seller europeu ainda no topo das vendas no primeiro semestre de 2025: poucos modelos podem gabar-se do mesmo. É esta pesada herança que a sexta geração tem agora de fazer frutificar.

O Clio VI: um citadino que pensa em grande

Revelado no Salão de Munique em setembro de 2025 e comercializado desde o início de 2026, o novo Clio assume uma mudança de tom radical. Fora a silhueta comportada: entra um desenho esculpido e musculado, inspirado na nova linguagem estilística da Renault. O capô alonga-se, as vias alargam-se e a linha de teto descendente evoca agora um coupé compacto. Na frente, uma grelha larga com motivos em losango e uma fina assinatura luminosa em LED com forma de diamante conferem-lhe um olhar inédito na categoria.

A jovem também ganhou uns centímetros: 4,12 m de comprimento (mais 7 cm do que a antecessora) e 1,77 m de largura. O suficiente para ganhar presença na estrada e espaço a bordo, sem sair do segmento dos citadinos polivalentes que fez o seu sucesso.

Sob o capô: o híbrido como ponta de lança

O coração da gama é o full hybrid E-Tech de 160 cv. Combina um motor a gasolina 1.8 litros de quatro cilindros com ciclo Atkinson, dois motores elétricos e uma pequena bateria de 1,4 kWh, tudo gerido por uma engenhosa caixa multimodo sem embraiagem. Resultado: um desempenho de primeira ordem para um citadino (0 aos 100 km/h em 8,5 segundos), um consumo misto contido em 3,9 l/100 km e, sobretudo, emissões recorde de 89 g/km de CO₂. Na cidade, o Clio consegue circular em modo totalmente elétrico até 80% do tempo — o suficiente para aliviar bastante a fatura do combustível.

Quem prefere a simplicidade também não é esquecido: a gama inclui ainda um motor a gasolina TCe 115 cv de três cilindros (com caixa manual ou automática de dupla embraiagem) e uma versão Eco-G 120 bicombustível gasolina-GPL, sempre apreciada pelo seu baixo custo de utilização.

A bordo: a tecnologia democratiza-se

O habitáculo também dá um salto em frente. Em frente ao condutor, dois ecrãs unem-se num conjunto panorâmico moderno, com a conectividade Google integrada, Android Auto e Apple CarPlay sem fios. O Clio integra um belo conjunto de ajudas à condução de nova geração, sem abdicar do essencial: comandos físicos verdadeiros para o ar condicionado e uma ergonomia pensada para o dia a dia.

Uma lenda que continua

Quanto a preços, o novo Clio arranca nos 19.900 € na versão a gasolina TCe 115, enquanto o híbrido E-Tech 160 começa por volta dos 24.600 € e sobe até quase 29.300 € no acabamento desportivo Esprit Alpine. Um posicionamento que continua fiel ao ADN do Clio: oferecer muito, com um orçamento controlado.

Com este sexto capítulo, a Renault não se limita a renovar um best-seller: a marca prova que um citadino ainda pode fazer sonhar, conjugando estilo, hibridação eficiente e preço razoável. O Clio embalou as memórias de milhões de automobilistas — quantos primeiros carros, partidas de férias e cartas de condução recém-tiradas? — e parece decidido a escrever ainda muitas mais. Encontre todas as brochuras do Renault Clio, da primeira à mais recente geração, para consultar e descarregar gratuitamente na Brochure Auto.

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Fontes
  • https://www.renaultgroup.com/en/magazine/our-group-news/new-clio-the-legend-enters-its-sixth-chapter/
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Renault_Clio
  • https://www.renaultgroup.com/en/news-on-air/news/clio-story-relive-the-success-of-the-best-selling-french-car-in-history
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